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O transporte lagunar vai sair do papel?

A Prefeitura do Rio e a Câmara Municipal realizaram, nesta quinta-feira (27), uma audiência pública para debater o projeto de implantação de transporte aquaviário no complexo lagunar da Barra da Tijuca e Jacarepaguá. A estimativa dos estudos é transportar cerca de 90 mil passageiros por dia em todo o sistema.

Na reunião estiveram presentes o Secretário Municipal de Coordenação Governamental, Jorge Arraes; o presidente da Câmara Municipal, vereador Carlo Caiado; e o diretor de estruturação de projetos da Companhia Carioca de Parcerias e Investimentos (CCPar), Lucas Costa, autoridades e representantes das associações de moradores de condomínios da Barra da Tijuca, Recreio e adjacências.


“Nossa preocupação é a instalação de um terminal rodoviário na nossa região, na reta do Barra Shopping, o que aumentaria e muito o fluxo de pessoas nas redondezas. Trazendo mais pessoas pra cá, qual seria a estrutura de policiamento, o que a CET-Rio tem preparado para não impactar ainda mais o trânsito que já fica bastante congestionado em horários de pico; qual seria o impacto no nosso transporte lagunar, que é a balsa?”, destacou Paulo, morador do Rosa da Praia.


Segundo o presidente da AMARosas, Cleo Pagliosa, o transporte sem dúvida nenhuma trará uma grande melhoria para o trânsito da região que anda intenso. “Antes de se falar em transporte lagunar, é necessário entender sobre a dragagem da lagoas como se dará e a segurança na região como será feita, tendo em vista que o fluxo de pessoas será maior. A implantação do projeto pode ser aplicada de forma gradual. O Canal de Marapendi, por exemplo, com poucas intervenções se torna navegável. O projeto pode ser iniciado no Canal e aos poucos avançando com outras estações e infraestruturas necessárias”.
O vice-presidente da Câmara Comunitária da Barra da Tijuca, David Zee é necessária uma caminhada de mil léguas, mas sempre é primordial dar o primeiro passo. Só a ideia da utilização das lagoas como meio de transporte lagunar além de ser o destino final do lixo e esgotos fugitivos já é um avanço. Como transporte não combina com esgoto e lixo será o início da segregação da poluição que adentra pelos rios e canais. Torna-se uma outra opção de uso e contra o lançamento de efluentes domésticos”.


De acordo com o projeto, a previsão de investimento privado é de R$ 150 milhões. São 16 linhas propostas para serem implementadas gradualmente, como a ligação da estação Jardim Oceânico do metrô a Rio das Pedras, Linha Amarela e canal de Marapendi; e integração de bairros e pontos de interesse como Gardênia Azul, Muzema, Barra Shopping, Parque Olímpico, Península e condomínios residenciais e comerciais com saídas para as lagoas.


Uma vez realizada a audiência e debatido, segundo Carlo Caiado, presidente da Câmara dos Vereadores, o próximo passo será uma análise criteriosa pelo corpo técnico do município das propostas recebidas nestes dois processos participativos. Nesta análise, sugestões da população podem ser incorporadas ao projeto que deve ter edital de licitação publicado em junho.


As embarcações sugeridas seguem dois modelos: a maior tem capacidade para até 120 pessoas; e a menor para até 42 pessoas. A previsão é iniciar a operação com 47 embarcações e atingir até 91 para atender 29 pontos de embarque e desembarque. A tarifa prevista é a mesma dos transportes públicos municipais (R$ 4,30) com integração tarifária e inclusão no sistema de bilhetagem da cidade. O prazo da concessão são 25 anos.


O resultado da audiência pública e da consulta pública será divulgado na semana que vem no Diário Oficial. Assim que publicado, divulgaremos aqui no nosso site e nas redes sociais da AMARosas.

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